Comportamento
Comportamento
- article3 Min ReadJune 30, 2016 07:06 PMDas fraquezas humanas, a única que me atormenta com irritante regularidade é a inveja. Sou invejosa, sim. Mas não das coisas que as outras pessoas possuem. Tenho inveja daquilo que as outras pessoas conseguem fazer e eu não. É isso: invejo tudo o que não tenho coragem de fazer. Me orgulho das coisas que sei fazer melhor do que os outros. E invejo as coisas que os outros sabem fazer melhor do que eu. Não tenho vergonha de admitir. Me acho até covarde por invejar e não tentar. Na verdade, eu até tento. Mas falho. E as minhas falhas atestam contra minha competência. Quando se é jovem, pode-se dizer que uma falha é resultado de inexperiência. Depois de uma certa idade, porém, falhar ou apresentar resultado medíocre denuncia incompetência. Nesses casos, a gente tem duas alternativas: treinar ou terceirizar. Quem tem tempo e dinheiro, treina. E treina e treina e treina, até aprender e fazer melhor. É o caminho certo. Mais longo, é verdade. Mas de melhor resultado. Pena que não dá pra usar sempre. Às vezes, a gente precisa de resultados rápidos. Aí, o jeito é terceirizar. Contratar alguém que faça melhor e pagar para ter o resultado sem se expor nem perder tempo treinando. Assim, ao longo da vida, a gente até se aventura a treinar algumas habilidades. Mas boa parte delas a gente paga pra alguém fazer. E fica olhando o resultado, cheio de inveja. Portanto, não me envergonho de dizer que tenho inveja. Tenho inveja quando vejo alguém nadar (a menos que seja a minha filha, que me mata de orgulho quando singra a piscina com toda aquela leveza). Tenho inveja de quem sabe discursar. Meu marido é ótimo nisso. E eu o invejo com toda a honestidade e humildade. Tenho inveja de quem pula de pára-quedas, de quem faz rafting, de quem é alpinista, de quem fala inglês com fluência, e francês, e alemão e espanhol! Tenho inveja de quem faz ginástica todo dia, de quem faz poupança, de quem ganha (bastante) dinheiro, de quem sabe cantar, de quem sabe tocar um instrumento. Tenho inveja de quem larga tudo e começa de novo, de quem vai até o fim, de quem nunca perde a paciência. Tenho inveja de quem consegue resolver qualquer assunto pelo telefone, de quem não se enrola, de quem não se deixa enrolar. Morro de inveja de quem conhece todos os caminhos, sabe onde e quando virar à direita ou esquerda e não precisa de um co-piloto o tempo todo dizendo que caminho fazer. Tenho inveja de quem faz dieta e fica sempre magrinho, de quem não aparenta idade, de quem está sempre elegante, mesmo no final do dia, quando eu me olho no espelho e me sinto um trapo. Tenho inveja de quem reúne a família, de quem beija e abraça pai e mãe, de quem faz confidências para os amigos. Tenho inveja de quem anda de bicicleta! Tenho inveja de quem é articulado e bem relacionado, de quem tem coragem de viajar para o exterior sozinho. Tenho inveja de quem tem toda a vida pela frente (embora não troque por nada a minha experiência de vida). Invejo quem consegue segurar um cliente que eu tenha perdido. Invejo também, quem conseguiu conquistar uma conta que eu tenha namorado. Invejo quem consegue fazer um bom trabalho, apesar de todas as opiniões em contrário. Na verdade, muito da minha inveja poderia ser civilizadamente confundida com admiração, pois se trata de um tipo de inveja positiva. Aquele tipo de inveja que não destrói ninguém. Mas como eu não preciso ser boazinha comigo mesma, vou continuar chamando de inveja esse sentimento de admiração que me faz pensar: porque eu não fiz isso? Porque não consigo fazer esse tipo de coisa?
- article5 Min ReadJune 30, 2016 07:06 PMUm dia desses, experimentei o drinque que o Instituto dos Vinhos do Douro e Porto (IVDP) oferecia para os seus convidados no estande da London International Wine & Spirits Fair. É ótimo e facílimo de preparar: uma dose de vinho do Porto branco seco (uma dose aqui é igual a uma taça da bebida, taça essa uma pouco maior do que a de licor), água tônica, rodela de limão e gelo. Aqui temos a iconoclastia de colocar gelo num vinho. Mas, às vezes...
- article6 Min ReadJune 30, 2016 07:06 PMLeitora envia uma matéria sobre o lançamento de um vinho branco de maçã e um tinto, ambos com a assinatura do chef Allan Vila Espejo e, portanto, os dois indicados para uso apenas na cozinha. Ela quer saber se eu conheço esses vinhos e também que vinhos eu uso na cozinha. Não, não conheço – até porque são lançamentos recentes. O chef Allan Vila Espejo tem um programa simpático na Rede Mulher de Televisão, uma cadeia de 10 restaurantes sob o nome "Don Pepe Di Napoli" e ainda comanda a cozinha do Paraty 33, todos em São Paulo.
- article3 Min ReadJune 30, 2016 07:06 PMJá dizia o ditado: "quem quer um bom conselheiro consulta o travesseiro". Está bem que o tempo e a reflexão podem bastar para resolver um probleminha ou outro. Mas tem vezes em que dá a maior vontade de perguntar a opinião do vizinho, seja para assuntos sérios ou por qualquer bobagem. Vou de vestido ou de calça jeans? O trabalho está desestimulante, o que eu faço? Ligo no dia seguinte ou espero ele ligar? Hein, hein...? A verdade é que aconselhar é uma arte e é preciso ter muita sensibilidade não só na hora de dar um conselho a um amigo, mas também quando ouvir os palpites dos outros sobre nada mais, nada menos, que a sua vida.
- article6 Min ReadJune 30, 2016 07:06 PMAcredite se quiser, mas dizem que o astro pornô americano Long Dong Silver ficou famoso por ter o maior pênis do mundo: flácido, media impressionantes 47,5 centímetros! Já pensou? Uns com tanto, outros com tão pouco... O menor pênis ereto que se tem notícia media menos de 5 centímetros, equivalente ao comprimento de um dedo mindinho! Entre os brasileiros, a média é de 12 a 13 centímetros. No entanto, os especialistas garantem que 8 centímetros já são suficientes para dar prazer a qualquer mulher. Curiosidades à parte, a verdade é que, quando o tamanho do objeto do desejo deixa a desejar, vira motivo de preocupação para muitos homens – e para as mulheres também. Afinal, descobrir que as medidas do quase-príncipe-encantado são bem abaixo da expectativa pode ser uma grande decepção. Ou seria minúscula?
- article3 Min ReadJune 30, 2016 07:06 PMÉ batata: basta oficializar o namoro para o telefone não parar mais de tocar – e não é o seu namorado do outro lado da linha. Ressurgidos do além ou recém-chegados na sua vida amorosa, parece que sentiram o cheiro e resolveram te procurar justo na hora em que a vaga do seu coração acabou de ser preenchida. Depois de uma tenebrosa temporada de carência absoluta às sextas à noite, a impressão é a de que eles combinaram, só pode ser! Trata-se de um complô contra o seu relacionamento promissor. E aí dá vontade de bater no ombro de um deles e perguntar onde diabos eles estavam esse tempo todo. Vai entender cabeça de homem!
- article4 Min ReadJune 30, 2016 07:06 PMQuando tudo parece estar perdido, muita gente procura o divã do analista. E psicólogo serve pra isso mesmo: ouvir as questões do trabalho, do namorado, do pai, da mãe, das contas pra pagar, daqueles indesejados dois quilos a mais. Ele pode ser a pessoa mais indicada para ajudar a entender seus maiores dramas e desejos. A intenção é apenas fazer você lidar melhor com o mundo lá fora. No entanto, alguns pacientes exageram na dose. Passam a enxergar o terapeuta como a solução para todos os problemas e telefonam para pedir a opinião dele antes de tomar qualquer decisão. Análise é que nem remédio: em excesso, pode fazer mal, gerar dependência e, ao invés de ajudar, atrapalhar – e muito.
- article4 Min ReadJune 30, 2016 07:06 PMO primeiro signo do zodíaco é Áries e, justamente por isso, seus nativos são famosos pelo espírito de liderança. Impetuoso, o ariano se sente desafiado pela garota mais difícil da turma. Além disso, são muito românticos, capazes de sonhar com uma verdadeira princesa por 1001 noites. Gostam de bancar o herói e salvar a dama desprotegida – as mais feministas podem bater de frente com eles.
- article4 Min ReadJune 30, 2016 07:06 PMQuem já passou pela amarga experiência de ser trocada por outra no final de um relacionamento, sabe perfeitamente o estado de frangalhos em que auto-estima fica quando deflagrada a substituição. É como se as comportas da autodestruição aproveitassem o ensejo pra se escancarar de vez, inundando a cabeça de fantasias sobre o motivo do destrono e elocubrações filosóficas do tipo "o que ela tem que eu não tenho?". Procurando entre peitos, coxas, capacidade de compreensão, exuberância sexual, conta bancária, a verdade é que quase nunca se encontra alguma coisa – talvez porque a "substituição" não se dê nesses termos. Mas quando somos deixados em nome de outro exemplar do sexo oposto ao nosso, somos obrigados a perceber que, provavelmente, não haveria como competir. É por isso que, para muitas mulheres, ser trocada por outra só consegue ser melhor do que uma coisa: ser substituída por outro.
- article1 Min ReadJune 30, 2016 07:06 PMCansada do trabalho, do estudo, da rotina em geral? Vai mochilar então! Ótimo remédio para os problemas do dia-a-dia. E tem mais: viajar por aí sem lenço e sem documento com apenas uma mochila nas costas não é sinônimo de desconforto ou de programa de índio. Com o advento do chamado turismo não-convencional – ecoturismo, turismo de aventura, etc. –, viajar de mochila deixou de ser um recurso apenas para quem está ruim de grana, para tornar-se um estilo de vida.